Sua Carteira Nacional de Habilitação vence a partir de 6 de junho? Se sim, saiba que para renová-la você precisará frequentar dez horas de aulas teóricas e depois ser aprovado em prova de múltipla escolha para receber a sua nova CNH.

Não é segredo que o universo sobre rodas ainda é dominado pelos homens. E isso está claro não apenas no número de motoristas do sexo masculino nas vias públicas brasileiras – dois terços do total, em média. A predominância de homens se dá desde a cadeia inicial, ou seja, na linha de montagem das fábricas, passando pelos setores de autopeças, mecânicas e muitos outros diretamente ligados a veículos.

O trânsito é um complexo sistema de interação entre pedestres e veículos. Para regulamentá-lo, há regras que devem ser cumpridas visando à harmonia nessa relação e à prevenção de acidentes. Cada integrante tem seu espaço, que deve ser respeitado para o bem de todos.

O Código de Trânsito Brasileiro foi instituído pela Lei 9.503, de 23 de novembro de 1997, e contém 341 artigos. Além dessa norma, há 663 resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editadas ao longo dos quase 20 anos do CTB.

Conhecer todo esse cabedal de regras é praticamente impossível até mesmo para os mais experientes, sejam motoristas, agentes e autoridades de trânsito. Entretanto, para trafegar em paz e seguir a legislação, não é necessário ser um expert. É preciso, contudo, manter-se atualizado, reciclar os conhecimentos, ler sobre o assunto, bem como ter um comportamento prudente de circulação. Principalmente isso!

Basta uma observação mais atenta para constatar pedestres cruzarem vias fora da faixa; ciclistas e motociclistas circularem no centro das pistas; motoristas ignorarem a seta, falarem ao celular, furarem o sinal vermelho, entre dezenas de outras infrações.

Será que seguir o Código de Trânsito Brasileiro é importante apenas para tirar a carteira de habilitação? Para muitos, sim. As pessoas menos conscientes parecem não dar valor à importância das normas de circulação. É evidente que nem o cidadão mais responsável está isento de cometer infrações de trânsito. Por isso, o ideal é deixar fora do veículo os problemas, concentrar-se nas suas ações e em todo o movimento ao seu redor.

Observar o erro alheio também é uma maneira de se policiar, ou seja, de não praticar a mesma infração. Da mesma forma, ser paciente e tolerante é fundamental, pois dirigir de cabeça de quente aumenta o risco de se envolver em confusão e em acidentes.

 

Tem planos de viajar para comemorar as festas de fim de ano? Destino definido, família avisada e hotel reservado? Enfim, tudo planejado, restando só pegar a estrada? Bacana, porém não se esqueça de incluir nesse planejamento a revisão do veículo, afinal ele é fundamental para você ir e voltar de seu passeio sem transtornos. Lembre-se de que a demanda nas oficinas aumenta neste mês, portanto não deixe para realizar o checape no seu carango em cima da hora.

Mas para que a viagem transcorra sem problemas e, principalmente, em segurança, não basta revisar o automóvel nem carregar as bagagens e a família e encarar a rodovia. O essencial, especialmente nesta época de mais movimento nas estradas, é manter a prudência. O importante é chegar bem, não rápido! Portanto não solte o “espírito de piloto” que possa existir em você. Tenha em mente que a maioria dos acidentes pode ser evitada desde que os motoristas respeitem o limite de velocidade e não façam ultrapassagens indevidas.

Por mais que as polícias rodoviárias estaduais e Federal repassem dicas de segurança e que as estatísticas divulgadas na imprensa revelem o número de acidentes, de óbitos e de feridos, nada parece mudar de um ano para outro. E por quê? Porque falta consciência por parte dos motoristas, sobretudo aos que adotam uma direção ofensiva. Não fosse isso, se cada um dirigisse com prudência e atenção redobrada, os índices apresentariam queda e não seria preciso tomar medidas mais rigorosas para tentar evitar as infrações.

Lei mais severa

Vale lembrar que em 1º de novembro de 2014 começou a vigorar a Lei 12.971, alterando 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro. A norma prevê, conforme a situação, sanções mais severas como o aumento em dez vezes do valor da multa. Por exemplo, uma infração bastante comum nas estradas é forçar passagem entre veículos que trafegam em sentido oposto. Nesse caso, a multa é de R$ 2.934,70, mais sete pontos na carteira e a suspensão do direito de dirigir.  

Outras infrações comumente praticadas são ultrapassagens pelo acostamento, em interseções, em passagem de nível e em locais proibidos, como curvas ou pela direita. Aqui no Paraná, tais condutas geraram 55 mil autos de infração de janeiro a agosto de 2014, segundo o Detran. Ou seja, isso mostra falta paciência, bom senso e consciência aos condutores. 

O aumento das penalidades isoladamente talvez não seja suficiente para mudar a realidade brasileira, mas pode colaborar em parte, pois as pessoas parecem aprender com mais facilidade quando “pesa no bolso”. Não deveria ser assim. O ideal seria a manutenção permanente de campanhas educativas, a massificação, o trabalho incansável para reduzir os acidentes e buscar a adoção de uma direção defensiva.