Veículos verdes? Chegou a vez deles

Editorial
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O aumento do valor do combustível e a necessidade de cuidar do meio ambiente estão incentivando as montadoras a, cada vez mais, apresentar automóveis movidos a eletricidade. Embora em alguns países circular com carros elétricos seja comum, no Brasil ainda é muito raro, a não ser em Foz do Iguaçu, onde a Usina de Itaipu mantém uma frota de 55 veículos elétricos. Na Noruega, por exemplo, só no primeiro trimestre de 2015 foram comercializados 8.112 veículos verdes, quase um quarto do total de vendas. 

 

Mas o governo federal deu um recente passo para começar a mudar essa realidade. No dia 27 de outubro, publicou no Diário Oficial da União uma resolução que zera o Imposto de Importação de veículos elétricos, antes tributados em 35%. Essa medida foi impulsionada pelas pesquisas realizadas em Foz do Iguaçu, na Usina de Itaipu. 

A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), baseia-se em um amplo debate sobre a viabilidade dessa tecnologia no país, que inclui estudos feitos pelo Programa Veículo Elétrico, da Itaipu Binacional. 

Pioneira no setor elétrico no investimento em pesquisa de veículo movido a eletricidade, em nove anos de experiência, Itaipu já montou mais de 80 protótipos, a maior linha de produção no Brasil. Mais de um quinto da frota da empresa, ou 55 veículos, é formada por elétricos. 

Os estudos buscam o desenvolvimento de baterias e, mais recentemente, focam-se no transporte público, com a construção de um ônibus híbrido a pedido do governo federal, e em mobilidade inteligente, com a criação do Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente (Mob-i).

Para o coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico de Itaipu, Celso Novais, a medida é importante como um primeiro estágio para incentivar a entrada de uma tecnologia ainda incipiente no Brasil e criar demanda de consumo dos carros elétricos no país.

Segundo ele, toda nova tecnologia precisa de incentivo para começar. A gente não compra o que não conhece. É um primeiro passo que tem de ser dado, um estímulo para mostrar às empresas que há um mercado de veículos elétricos no Brasil e que compensa produzir aqui.

O passo seguinte, segundo Novais, é fomentar a indústria nacional, criando mecanismos para aumentar a produção dos veículos elétricos nacionalmente. Ele cita o exemplo do Programa Inovar-Auto, do MDIC, que incentiva a inovação tecnológica a fim de criar condições para o aumento da competitividade do setor automobilístico do país.

 

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